Será que temos tido por satisfeitas as necessidades intelectuais e artísticas de cada um do grupo SABADOTEMPO? quanto aos papéis dos professores/pesquisadores e artistas voltados ao ensino da arte, têm sido claros e satisfatórios?
Encontradas as alegrias da criação artística temos tido a oportunidade de bem conduzir os trabalhos à divulgação das obras criadas por cada um do grupo?
Os resultados dessa divulgação poderão ser extensivos à comunidade externa da Universidade Estadual de Londrina?
Será que criação artística individual é passível de pedagogismo?
O grupo está aberto a outros sujeitos? ontem tivemos a feliz inclusão do Professor Marcos e da Carol, além da participação externa do Manolo. Será que o grupo está aberto a esse movimento de imigração? Ou se continuarmos aceitando isso irá intimidar aqueles que já não falam muito?
segunda-feira, 30 de abril de 2012
TEMPO DISCURSO
TEMPO/DISCURSO
Pretendíamos
ir além do discurso sobre a experiência de desenhar e para isso tivemos que
promover os encontros nomeados de “SábadoTempo”. Temos discutido sobre
as nossas experiências diversificadas, intensas e frequentes de desenhador
(prefiro desenhador que
desenhista
desenhista me parece palavra feia,
técnica, limitada;
desenhador parece palavra mais
bonita,
vem de um sujeito que desenha
como um lenhador;
que não imita os impulsos
violentos
que cortam a matéria/madeira,
mas de um sujeito que adapta a
ferramenta
às mãos
aos braços
de tal modo que o gesto
espontâneo, lento, lesto
seja inesperado, incalculável
na criação dos espaços bi e
tridimensionais;
que seja talho preciso
e que resulte menos em algo bruto
de um corte de lenhador
e mais em um precioso resultado,
num pedaço de madeira
para o fogo controlado de um
fogão ou de uma lareira).
Cada sujeito
do grupo desenha à sua maneira, utiliza ferramentas próprias, linguagens
distintas enfim, histórias singulares que se confundem nesses encontros em
busca de um núcleo gerador de sentidos. Aspiramos, inicialmente, por um núcleo
único, mas cada experiência não gira em torno de um só núcleo, mas gera um núcleo
próprio. Toda experiência é genesíaca, isto é, gera algo/alguém. Com ou sem consciência, cada sujeito do
grupo busca esse núcleo como se encontrasse o NiFe da Terra para entender a
estrutura do mundo. Optamos portanto por um eixo em torno do qual giramos e que,
certamente, com ele cortaremos ou tangenciaremos esse núcleo de cada experiência.
Esse eixo talvez seja o caminho, um método, o assunto, quem sabe um conceito de
Tempo. Às vezes pensamos que não há caminho, mas "caminhador".
Optamos,
portanto, em começar pela criação de um Discurso/Tempo.
EM BUSCA DO NÚCLEO
Primeiro
passo: pensamos o Tempo, no Tempo e sobre o Tempo em cada experiência de
desenhar. A partir daí, perseguimos “o conhecimento lentamente adquirido de
valores diversos daqueles em que exclusivamente acreditavam na mocidade frívola”
para suavizar o caráter e permitir que as qualidades dessa nossa experiência
amadurecesse. Pois, envelhecendo, parecem “ganhar uma personalidade nova, como
as árvores às quais o outono, alterando as cores, parece mudar a essência.”
(Proust, O Tempo Redescoberto, p. 172)
Iniciamos
as discussões por um conceito muito utilizado e conhecido por todos in
“Confissões de Santo Agostinho”.
Na
visão de Santo Agostinho[1]
(354-430), o tempo é explicado da seguinte forma: "Quem poderia explicá-lo
de maneira breve e fácil? Quem pode concebê-lo, mesmo no pensamento, com
bastante clareza para exprimir a ideia com palavras? E no entanto, haverá noção
mais familiar e mais conhecida usada em nossas conversações? Quando falamos
dele, certamente compreendemos o que dizemos; o mesmo acontece quando ouvimos
alguém falar do tempo. Que é, pois, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei;
mas se quiser explicar a quem indaga, já não sei." (p. 267) Ao fazer um
paralelo com esta visão, concluímos que podemos explicar o nosso discurso de
desenhadores da seguinte maneira: sabemos desenhar o que vemos ou imaginamos,
mas se explicamos a quem indaga: o que é o desenho? Não sabemos. Contudo,
prosseguimos na elaboração de nosso Discurso/Tempo de desenhar porque
projetamos as nossas expectativas em tempo.
Nossos
propósitos? Criar, pesquisar e ensinar. Para ensinarmos precisamos criar
discursos que falem do mesmo modo que ouvimos enquanto desenhamos, pensando
assim, entramos na pesquisa de artista na universidade, criamos individualmente
os nossos espaços planos, no papel, nos “cadernos de artistas” para
encontrarmos os nossos interlocutores que no momento presente alguns estão
ocultos e outros manifestos. Somos, por enquanto, seis elementos integrantes de
um grupo que se propõe a entender as nossas atividades; escutar uns aos outros,
criar nossas imagens e de nós próprios; tecer textos que falem como nós nos
escutamos uns aos outros. Isto porque enquanto desenhamos escutamos as nossas
mãos tecerem um Tempo/Texto. Este é o nosso discurso.
APELO AO CONHECIMENTO
No
começo, no meio e no fim de cada “SábadoTempo”, as alternâncias de humores e de
concentrações; as mudanças das atenções, das ansiedades e excitações nervosas
implicam nos ciclos das conversas, na posição de cada um dentro do espaço da
sala de gravura (que não é apenas de gravura), elas nos levam ao conhecimento
elaborado por pensamentos variegados e cheios de raízes. Conhecemos o oculto e
o manifesto implícitos em nossas conversas pois somos artífices do espaço do
mundo ao redor do Tempo.
ELOGIO AO CONHECIMENTO
Nesses
encontros há um espírito inteligente, único, múltiplo, sutil, móvel, flexível,
lúcido (às vezes...), vulnerável, agudo, não obtuso, incoercível, firme,
seguro, sereno, inocente, ingênuo, experiente, puro, sereno e sutil.
O conhecimento é móvel, circunstancial, como
algo que tudo atravessa e penetra na emanação imperceptível exalada dos
materiais que organizamos na sala. É o campo sensível expandindo-se pelas
fronteiras do intelecto, dos conceitos, da razão etc.
Visamos
também um polo de criação e circulação de obras a partir de nosso próprio
processo de criação, por isso é um movimento também político. A conscientização
deste processo nos fará agentes culturais, professores de artes e artistas
voltados para um trabalho coletivo.
Optamos por
pensar o “Tempo” em suas diversas manifestações conceituais e artísticas. Buscamos
apoio, fundamentação de outros pensadores, teóricos e recorremos novamente a
Santo Agostinho que concluiu as suas reflexões sobre o tempo da seguinte
maneira: "O que agora parece claro e evidente para mim é que nem o futuro,
nem o passado existem, e é impróprio dizer que há três tempos: passado,
presente e futuro. Talvez fosse mais correto dizer: há três tempos: o presente
do passado, o presente do presente e o presente do futuro. E essas três
espécies de tempos existem em nossa mente, e não as vejo em outra parte. O
presente do passado é a memória; o presente do presente é a percepção; o
presente do futuro é a esperança."(Agostinho, p. 273)
Recorremos
também à palestras via internet. Citamos agora uma proferida no Café Concerto por
Maria Rita Kehl[2]
que adotou como estrutura de sua fala
uma música de Paulinho da Viola.[3]
Fez, também, referência ao conceito de tempo de Bergson.
O
diplomata e filósofo francês Henri Bergson (1859-1941), conhecido
principalmente por "Matéria e memória", mas deixou um conjunto de obras
que têm sido estudada em diferentes disciplinas - cinema, literatura,
neuropsicologia, bioética etc. Recebeu o Nobel de Literatura de 1927, cometeu
equívocos ao analisar a teoria da relatividade, denunciada na obra
"Imposturas Intelectuais"de Sokal e Bricmont, bem como Gilles Deleuze
cometeu (junto com Gattari) outros tantos ao tratar das ciências naturais e
matemática; em contrapartida Deleuze denunciou a leitura desvirtuada que alguns
físicos tenderam a fazer da argumentação de Bergson, e assim por diante bla bla
bla bla... enfim... O que importa para a nossa conversa nesse
"SábadoTempo" é ressaltar de seu pensamento a afirmação da
possibilidade do real ser compreendido pelo homem através da intuição da duração - um conceito
estrutural da obra do filósofo. Este conceito, na obra de Bergson, é o correr
do tempo uno e interpenetrado, isto é, os momentos temporais somados uns aos
outros formando um todo indivisível e coeso. Oposto ao tempo físico ou sucessão
divisível que é passível de ser calculado e analisado pela ciência, o tempo
vivido é incompreensível para a inteligência lógica por ser qualitativo,
enquanto o tempo físico é quantitativo.
Tempo
e espaço não pertencem a mesma natureza, tanto que podemos afirmar que a
consciência (duração interna) e o "tempo espacializado" se opõem.
Este conceito foi criticado pelo filósofo como uma das expressões da vertente
determinista das ciências e filosofias.
O
tempo dos relógios não existe na consciência/espírito.
Maria
Rita Kehl traça uma linha da "cultura" do tempo mecânico como signo
emitindo sinal de poder. O relógio da igreja, do prédio da Administração
Municipal, das Fábricas e, finalmente, o subjetivo/memória. É este que nos
interessa.
A experiência de vida (o tempo
vivido ou duração, ou ainda simplesmente consciência) é o passado vivo na
passagem de um presente escorregadio, inapreensível, mas aberto ao futuro, no
porvir do real de modo imediato. Em outras palavras, o presente é a passagem
incomensurável, inapreensível, que tentamos capturá-lo de diversos modos. A
"arte" é o nosso modo de o apreendermos. Apreensão para Bergson
significa intuição da realidade, isto é, intuicionismo, um conceito assim chamado
porque afirma constituir o verdadeiro conhecimento não dos conceitos abstratos,
do intelecto racionalmente, mas na apreensão imediata, na intuição, como é
evidenciado pela experiência interior.
O presente, creio, pode ser
metaforicamente abordado como um corredor de diferentes e múltiplos aspectos
relativos e correspondentes entre si, com significados distintos para cada
sujeito que o percebe. No entanto, é esse corredor que me perpassa e não eu que
o atravesso. Não há uma apreensão igual a outra feita por mim em instantes de
passagem distintos entre si. Penso num modo orgânico de apreensão vivenciado
por nós nessas condições atmosféricas da Terra, pois se estivermos numa estação
orbital será diferente. (Solarius -
Andrei Tarkovski) Mesmo os mais íntimos sujeitos não compartilham da
mesma maneira uma determinada experiência de vida. Por mais que se estabeleçam
as correspondências cada uma é singular. O que diferencia o modo do artista
apreender o instante presente de um cientista, filósofo ou professor? Os
vínculos que se podem enxergar através das obras artísticas são tantos quantos
se conhecem os elos com o passado distante ou recente. Esses vínculos não são
gerados apenas pela análise ou tradução lógica (ferramentas lógicas), pela
inteligência que, apropriando-se do mundo através de ferramentas, calcula e
prevê intervalos do mesmo plano espaço-temporal; a intuição, ao contrário,
penetra no interior da vida coincidindo com o real imediatamente.
"Dizemos, portanto, que o real passou a ser conhecido pela metafísica
como, ao modo de Descartes, numa certeza imanente ao próprio ser do sujeito
cognoscente." (Heidegger descarta a metafísica)
A intuição é uma forma de
conhecimento que penetra no interior do objeto de modo imediato, isto é, sem o
ato de analisar e traduzir. A análise é o recorte da realidade, mediação entre
o sujeito e objeto. A tradução é a composição de símbolos linguísticos ou
numéricos que analogamente a primeira também servem de mediadores. Ambas são
meios falhos e artificiais de acesso a primeira, também servem de mediadores.
Será, então que a intuição pode ser
entendida como uma experiência metafísica? Será que há apenas dois caminhos
para constituir conhecimento? ou seja o do conceito e o da intuição? Sendo que
o primeiro pode ser decomposto por juízos, silogismos, análise e síntese,
dedução e indução; a segunda forma é o da intuição imediata que nos proporciona
o conhecimento intrínseco, concreto, absoluto.
Bergson foi, também, um dos
primeiros a fazer referência ao inconsciente.
Para
prosseguirmos ao SábadoTempo, precisamos discutir o livro de Deleuze, Proust e
os Signos e ler alguns trechos de "O Tempo Redescoberto" de Marcel
Proust.
Em 21 de abril de 2012.
Sugestão
- buscar na internet algo sobre o assunto: "A Invenção do contemporâneo"
Discussão
Márcio – O tempo físico/orgânico,
cansaço físico…
Natália – O que tenho pra
mostrar? O que vou mostrar? Cita Tarkovski: para chegar ao público tenho que me
conhecer…
Talita –... é uma
construção… mas o que é um trabalho bom?
Márcio - é um trabalho que comunica...
amarra as coisas e faz sentido...
T - todo trabalho comunica...
M - ...
Claudio– e a expressão?
M – Ela vem junto. Mas para mim,
não existe trabalho de arte sem a intenção…
T – eu acho tão difícil, Márcio…
comunicar; expressão; mostrar intenção…
N – Mondriand tá querendo
comunicar... o oxigênio é a nossa condição de vida e ele nos oxida, nos mata a
cada respiração…
(e sem ela morremos, com ela
prolongamos a vida...
T – compreendo o tempo a partir
da natureza… tento fugir desse negócio de 2011, 2012 …
M – Por que então vc quer olhar o
calendário…
……………….. O tempo está ligado à
percepção…
……………………Bégson escreve: a
linguagem é uma objetivação da consciência… a partir dos mesmos esquemas
espaciais que costumeiramente aplicamos aos materiais…
T – o tempo existencial que
regula o próprio relato ... o tempo memória...
Elias – Achei o que queria falar:
- o que está do outro lado está aqui?
O que está do outro lado é o que
estou vendo, é o modelo observado. É a mesma coisa? o desenho é o mesmo que a
pessoa? Não, ela é real, presente no instante da observação e ausência no
desenho enquanto representação.
(acho que é isto que o Elias quis
dizer)
Elias - Comecei a desenhar corpo
por causa do projeto “Corpo na Arte”; desenho de observação da figura humana;
não dou prosseguimento ao desenho depois que desenhei; gosto do instante da
observação do real.
(Pergunto: Vc, Elias, não
consegue prestar atenção ou não quer manter a atenção na fala do professor(a)
ou de quem profere um discurso. Por que? Desenha porque que quer se distrair do
tédio de ter que escutar alguém falar? Ou desenha por que algo na realidade
visível te instiga mais do que escutar? Quando nós desenhamos, escutamos algo?
Se escutássemos poderíamos apenas transcrever o que escutamos. Não
precisaríamos nos esforçar para escrever textos acadêmicos. Precisamos escutar
enquanto vemos e desenhamos, será este o método de escrita que precisamos
inventar?)
Claudio - Por que vc se interessa
pela mãos e pés dos modelos?
Elias - Não sei. No começo desenhava
e depois maquiava... relevância de mulheres maquiada, sempre me pareceu uma
condição falsa – maquiagem é igual a máscara.
A cor no desenho não qualifica a
representação;
A cor é imaginação, é usada como
liberdade de representação
A cor acontece como nas palavras
... (?)
Elias - Desenhar é fugir daquilo
do que está acontecendo, é uma terapia, ...
M – Desenho, para mim, é uma
ferramenta de conhecimento. Quando desenho, compreendo melhor a realidade.
T – O que vc está pensando quando
desenha?
E - Às vezes estou preocupado...
consigo fugir pelo desenho...
desenho pra mim é ...
M – desenho é mergulhar na gente,
não é fuga
T - Vcs desenham pra passar o tempo como passa
tempo?
M – eu me desligo de uma lógica,
eu me sinto vivo.
Eliana – Eu também.
T – Potencializar a existência
Eliana - Desligar-me de um monte de coisas; entrar
numa coisa prazerosa
Elias – vcs estão dizendo a mesma
coisa
T – Na minha casa a marcação das
horas é constante, tem a ver com as horas, com as orações... tem uma marcação...
Marcação...
Qual é o teu Ni Fe?
O desenho – o gesto que cria
linha –
O envolvimento com o processo de
criação - o desenho do Elias é Hai Kai...
Talita – texto...
(Li o texto da Talita)
Céu de mar
Céu... Lugar tão infindável, azulmente
tranquilo, etéreo, onde andam coisas brancas conhecidas como nuvens, onde
passeiam as transparências. Dizem que é onde mora Deus; mas céu é um lugar de
passagens, não de permanências, por isso é onde somente nuvens podem habitar em
uma passagem continuada.
Ver a infinidade de cor azul em dias limpos
e em dias que parecem noite, um acinzentado quieto domina as extremidades do
céu. O que será que existe atrás desse todo celestial? E essas extremidades?
Seriam tão extremas assim?
Nem sei em que pé está este azulado todo,
em dias como hoje, por exemplo, gostaria de ver
alguma nuvem para me abrigar lá fora... imagino porque voam pássaro e
avião lá em cima, e também porque prédios avançam para seu interior. Descobrir
o fundo do céu, mas esse fundo não seria mar? Só se for assim: azul em dias
claros e lácteo em dias úmidos.
Quando criança, chegando mais perto do mar,
aquele mundaréu de água de cor invejada pelo céu - não deixando ser a mesma
coisa, separados apenas por uma listra quase imperceptível no firmamento –
pensava: será que não são a mesma coisa? Pois se cai água do céu e sobe água da
água para o céu, será que são iguais, gêmeos? Mas não acredito que sejam irmãos
da mesma mãe, um transparente em ar outro transparente em água.
Porém nunca toquei o azul celeste para dizer
se ele é água ou só azul. Convivem incessantemente. Me parece que um depende do
outro para sua infinitude.
Estão emparelhadinhos e acredito que se
tocam delicadamente.
Com
isso eu pensava, e confesso que penso até hoje: será que se eu descer até o
mais profundo do oceano eu chegarei ao céu? E se eu subir até o mais profundo
do céu, chegarei no fundo do mar? Será que subir ou descer resolve?
Eliana – Gostei do momento de
união entre as transparências do ar e da água.
Clepsidra é o nome que se dá para
um relógio que marca o tempo através da água... pensei num relógio de água e
não falei.
claudio - ao coletar a água, vc
está desenhando? é o mesmo que desenhar?
Tálita – Deixei a bacia virada,
porque queria tirar as bacias de sua funcionalidade, daí as formigas fizeram um
desenho debaixo da bacia; da convexidade da bacia.
Eliana – é difícil não falar em
tempo se o ônibus é o meu ateliê. Depois percebi que tenho um ponto de
observação em movimento, desenho em movimento e estático; as linhas feitas
quando estou em movimento, o movimento do ônibus. Deixa o desenho mais
espontâneo. O ônibus se transforma em
ateliê porque interfere no desenho; quando o lugar de desenhar interfere no
desenho, na expressão do desenho, quando contamina o desenho, esse lugar se
transforma em ateliê.
Transcrição do texto da Eliane(a)
- É difícil não falar em ‘tempo’, se o ônibus se tornou meu ateliê, incialmente
por ser o único lugar onde tinha tempo para desenhar, depois comecei a perceber
e dar maior importância ao fato de ter um ponto de observação em movimento está
tanto no observado, quanto, no observador, quanto, no observador, além de mudar
constantemente de intensidade, sempre de acordo com a parte do trajeto em que
este automóvel está e quais suas condições.
DEPOIS...
Inteligência; Pensamento;
Sabedoria; Artífice
A inteligência é artífice do
conhecimento e o pensamento do que existe em mim de...
BIBLIOGRAFIA
AGOSTINHO, Confissões. São Paulo,
Martin Claret, 2005.
DELEUZE, Gilles, Proust e os
signos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
PROUST, MARCEL, O Tempo Redescoberto. Rio de Janeiro: Globo,
1958
http://www.youtube.com/watch?v=MfjCMttR2Dw
Raquel Stolf ----------------------
Glossário
Escolástica - foi o método de
pensamento crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias de
cerca de 1100 a 1500. Não tanto uma filosofia ou uma teologia, como um método
de aprendizagem, a escolástica nasceu nas escolas monásticas cristãs, de modo a
conciliar a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da
filosofia grega. Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o
conhecimento por inferência, e resolver contradições. A obra-prima de Tomás de
Aquino, Summa Theologica é
frequentemente vista como exemplo maior da escolástica.
ESCREVER CARTAS
IDENTIFICAR UM INTERLOCUTOR
IDENTIFICAR UM GRUPO DE INTERLOCUTOR
- menos pessoal visando um grupo de sujeitos indeterminado;
quem escrevia... palavras polidas
são os conceitos
a minha escrita mais viva é
aquela que se realiza no instante mesmo da criação
o que é um texto bonito e
acabado...
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