segunda-feira, 30 de abril de 2012

meteorito no plasma do Tarkovski

Será que temos tido por satisfeitas as necessidades intelectuais e artísticas de cada um do grupo SABADOTEMPO? quanto aos papéis dos professores/pesquisadores e artistas voltados ao ensino da arte, têm sido claros e satisfatórios?
Encontradas as alegrias da criação artística temos tido a oportunidade de bem conduzir os trabalhos à divulgação das obras criadas por cada um do grupo?
Os resultados dessa divulgação poderão ser extensivos à comunidade externa da Universidade Estadual de Londrina?
Será que criação artística individual é passível de pedagogismo?
O grupo está aberto a outros sujeitos? ontem tivemos a feliz inclusão do Professor Marcos e da Carol, além da participação externa do Manolo. Será que o grupo está aberto a esse movimento de imigração? Ou se continuarmos aceitando isso irá intimidar aqueles que já não falam muito?

PLASMA DO SOLARIS

PLASMA DO SOLARIS 
A PARTIR DE ANDREI TARKOVSKI

TEMPO DISCURSO



TEMPO/DISCURSO
Pretendíamos ir além do discurso sobre a experiência de desenhar e para isso tivemos que promover os encontros nomeados de “SábadoTempo”. Temos discutido sobre as nossas experiências diversificadas, intensas e frequentes de desenhador
(prefiro desenhador que desenhista
desenhista me parece palavra feia, técnica, limitada;
desenhador parece palavra mais bonita,
vem de um sujeito que desenha como um lenhador;
que não imita os impulsos violentos
que cortam a matéria/madeira,
mas de um sujeito que adapta a ferramenta
às mãos
aos braços
de tal modo que o gesto
espontâneo, lento, lesto
seja inesperado, incalculável
na criação dos espaços bi e tridimensionais;
que seja talho preciso
e que resulte menos em algo bruto
de um corte de lenhador
e mais em um precioso resultado,
num pedaço de madeira
para o fogo controlado de um fogão ou de uma lareira).
Cada sujeito do grupo desenha à sua maneira, utiliza ferramentas próprias, linguagens distintas enfim, histórias singulares que se confundem nesses encontros em busca de um núcleo gerador de sentidos. Aspiramos, inicialmente, por um núcleo único, mas cada experiência não gira em torno de um só núcleo, mas gera um núcleo próprio. Toda experiência é genesíaca, isto é, gera algo/alguém. Com ou sem consciência, cada sujeito do grupo busca esse núcleo como se encontrasse o NiFe da Terra para entender a estrutura do mundo. Optamos portanto por um eixo em torno do qual giramos e que, certamente, com ele cortaremos ou tangenciaremos esse núcleo de cada experiência. Esse eixo talvez seja o caminho, um método, o assunto, quem sabe um conceito de Tempo. Às vezes pensamos que não há caminho, mas "caminhador". 
Optamos, portanto, em começar pela criação de um Discurso/Tempo.  
 EM BUSCA DO NÚCLEO
            Primeiro passo: pensamos o Tempo, no Tempo e sobre o Tempo em cada experiência de desenhar. A partir daí, perseguimos “o conhecimento lentamente adquirido de valores diversos daqueles em que exclusivamente acreditavam na mocidade frívola” para suavizar o caráter e permitir que as qualidades dessa nossa experiência amadurecesse. Pois, envelhecendo, parecem “ganhar uma personalidade nova, como as árvores às quais o outono, alterando as cores, parece mudar a essência.” (Proust, O Tempo Redescoberto, p. 172)
            Iniciamos as discussões por um conceito muito utilizado e conhecido por todos in “Confissões de Santo Agostinho”.
            Na visão de Santo Agostinho[1] (354-430), o tempo é explicado da seguinte forma: "Quem poderia explicá-lo de maneira breve e fácil? Quem pode concebê-lo, mesmo no pensamento, com bastante clareza para exprimir a ideia com palavras? E no entanto, haverá noção mais familiar e mais conhecida usada em nossas conversações? Quando falamos dele, certamente compreendemos o que dizemos; o mesmo acontece quando ouvimos alguém falar do tempo. Que é, pois, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; mas se quiser explicar a quem indaga, já não sei." (p. 267) Ao fazer um paralelo com esta visão, concluímos que podemos explicar o nosso discurso de desenhadores da seguinte maneira: sabemos desenhar o que vemos ou imaginamos, mas se explicamos a quem indaga: o que é o desenho? Não sabemos. Contudo, prosseguimos na elaboração de nosso Discurso/Tempo de desenhar porque projetamos as nossas expectativas em tempo.
Nossos propósitos? Criar, pesquisar e ensinar. Para ensinarmos precisamos criar discursos que falem do mesmo modo que ouvimos enquanto desenhamos, pensando assim, entramos na pesquisa de artista na universidade, criamos individualmente os nossos espaços planos, no papel, nos “cadernos de artistas” para encontrarmos os nossos interlocutores que no momento presente alguns estão ocultos e outros manifestos. Somos, por enquanto, seis elementos integrantes de um grupo que se propõe a entender as nossas atividades; escutar uns aos outros, criar nossas imagens e de nós próprios; tecer textos que falem como nós nos escutamos uns aos outros. Isto porque enquanto desenhamos escutamos as nossas mãos tecerem um Tempo/Texto. Este é o nosso discurso.
APELO AO CONHECIMENTO
            No começo, no meio e no fim de cada “SábadoTempo”, as alternâncias de humores e de concentrações; as mudanças das atenções, das ansiedades e excitações nervosas implicam nos ciclos das conversas, na posição de cada um dentro do espaço da sala de gravura (que não é apenas de gravura), elas nos levam ao conhecimento elaborado por pensamentos variegados e cheios de raízes. Conhecemos o oculto e o manifesto implícitos em nossas conversas pois somos artífices do espaço do mundo ao redor do Tempo.
ELOGIO AO CONHECIMENTO
            Nesses encontros há um espírito inteligente, único, múltiplo, sutil, móvel, flexível, lúcido (às vezes...), vulnerável, agudo, não obtuso, incoercível, firme, seguro, sereno, inocente, ingênuo, experiente, puro, sereno e sutil.
             O conhecimento é móvel, circunstancial, como algo que tudo atravessa e penetra na emanação imperceptível exalada dos materiais que organizamos na sala. É o campo sensível expandindo-se pelas fronteiras do intelecto, dos conceitos, da razão etc.
            Visamos também um polo de criação e circulação de obras a partir de nosso próprio processo de criação, por isso é um movimento também político. A conscientização deste processo nos fará agentes culturais, professores de artes e artistas voltados para um trabalho coletivo.
Optamos por pensar o “Tempo” em suas diversas manifestações conceituais e artísticas. Buscamos apoio, fundamentação de outros pensadores, teóricos e recorremos novamente a Santo Agostinho que concluiu as suas reflexões sobre o tempo da seguinte maneira: "O que agora parece claro e evidente para mim é que nem o futuro, nem o passado existem, e é impróprio dizer que há três tempos: passado, presente e futuro. Talvez fosse mais correto dizer: há três tempos: o presente do passado, o presente do presente e o presente do futuro. E essas três espécies de tempos existem em nossa mente, e não as vejo em outra parte. O presente do passado é a memória; o presente do presente é a percepção; o presente do futuro é a esperança."(Agostinho, p. 273)
            Recorremos também à palestras via internet. Citamos agora uma proferida no Café Concerto por Maria Rita Kehl[2]  que adotou como estrutura de sua fala uma música de Paulinho da Viola.[3] Fez, também, referência ao conceito de tempo de Bergson.
            O diplomata e filósofo francês Henri Bergson (1859-1941), conhecido principalmente por "Matéria e memória", mas deixou um conjunto de obras que têm sido estudada em diferentes disciplinas - cinema, literatura, neuropsicologia, bioética etc. Recebeu o Nobel de Literatura de 1927, cometeu equívocos ao analisar a teoria da relatividade, denunciada na obra "Imposturas Intelectuais"de Sokal e Bricmont, bem como Gilles Deleuze cometeu (junto com Gattari) outros tantos ao tratar das ciências naturais e matemática; em contrapartida Deleuze denunciou a leitura desvirtuada que alguns físicos tenderam a fazer da argumentação de Bergson, e assim por diante bla bla bla bla... enfim... O que importa para a nossa conversa nesse "SábadoTempo" é ressaltar de seu pensamento a afirmação da possibilidade do real ser compreendido pelo homem através da intuição da duração - um conceito estrutural da obra do filósofo. Este conceito, na obra de Bergson, é o correr do tempo uno e interpenetrado, isto é, os momentos temporais somados uns aos outros formando um todo indivisível e coeso. Oposto ao tempo físico ou sucessão divisível que é passível de ser calculado e analisado pela ciência, o tempo vivido é incompreensível para a inteligência lógica por ser qualitativo, enquanto o tempo físico é quantitativo.
            Tempo e espaço não pertencem a mesma natureza, tanto que podemos afirmar que a consciência (duração interna) e o "tempo espacializado" se opõem. Este conceito foi criticado pelo filósofo como uma das expressões da vertente determinista das ciências e filosofias.
            O tempo dos relógios não existe na consciência/espírito.
            Maria Rita Kehl traça uma linha da "cultura" do tempo mecânico como signo emitindo sinal de poder. O relógio da igreja, do prédio da Administração Municipal, das Fábricas e, finalmente, o subjetivo/memória. É este que nos interessa.
            A experiência de vida (o tempo vivido ou duração, ou ainda simplesmente consciência) é o passado vivo na passagem de um presente escorregadio, inapreensível, mas aberto ao futuro, no porvir do real de modo imediato. Em outras palavras, o presente é a passagem incomensurável, inapreensível, que tentamos capturá-lo de diversos modos. A "arte" é o nosso modo de o apreendermos. Apreensão para Bergson significa intuição da realidade, isto é, intuicionismo, um conceito assim chamado porque afirma constituir o verdadeiro conhecimento não dos conceitos abstratos, do intelecto racionalmente, mas na apreensão imediata, na intuição, como é evidenciado pela experiência interior.
            O presente, creio, pode ser metaforicamente abordado como um corredor de diferentes e múltiplos aspectos relativos e correspondentes entre si, com significados distintos para cada sujeito que o percebe. No entanto, é esse corredor que me perpassa e não eu que o atravesso. Não há uma apreensão igual a outra feita por mim em instantes de passagem distintos entre si. Penso num modo orgânico de apreensão vivenciado por nós nessas condições atmosféricas da Terra, pois se estivermos numa estação orbital será diferente. (Solarius -  Andrei Tarkovski) Mesmo os mais íntimos sujeitos não compartilham da mesma maneira uma determinada experiência de vida. Por mais que se estabeleçam as correspondências cada uma é singular. O que diferencia o modo do artista apreender o instante presente de um cientista, filósofo ou professor? Os vínculos que se podem enxergar através das obras artísticas são tantos quantos se conhecem os elos com o passado distante ou recente. Esses vínculos não são gerados apenas pela análise ou tradução lógica (ferramentas lógicas), pela inteligência que, apropriando-se do mundo através de ferramentas, calcula e prevê intervalos do mesmo plano espaço-temporal; a intuição, ao contrário, penetra no interior da vida coincidindo com o real imediatamente. "Dizemos, portanto, que o real passou a ser conhecido pela metafísica como, ao modo de Descartes, numa certeza imanente ao próprio ser do sujeito cognoscente." (Heidegger descarta a metafísica)
            A intuição é uma forma de conhecimento que penetra no interior do objeto de modo imediato, isto é, sem o ato de analisar e traduzir. A análise é o recorte da realidade, mediação entre o sujeito e objeto. A tradução é a composição de símbolos linguísticos ou numéricos que analogamente a primeira também servem de mediadores. Ambas são meios falhos e artificiais de acesso a primeira, também servem de mediadores.
            Será, então que a intuição pode ser entendida como uma experiência metafísica? Será que há apenas dois caminhos para constituir conhecimento? ou seja o do conceito e o da intuição? Sendo que o primeiro pode ser decomposto por juízos, silogismos, análise e síntese, dedução e indução; a segunda forma é o da intuição imediata que nos proporciona o conhecimento intrínseco, concreto, absoluto.
            Bergson foi, também, um dos primeiros a fazer referência ao inconsciente.
            Para prosseguirmos ao SábadoTempo, precisamos discutir o livro de Deleuze, Proust e os Signos e ler alguns trechos de "O Tempo Redescoberto" de Marcel Proust.

Em 21 de abril de 2012.
            Sugestão - buscar na internet algo sobre o assunto: "A Invenção do contemporâneo"
Discussão
Márcio – O tempo físico/orgânico, cansaço físico…
Natália – O que tenho pra mostrar? O que vou mostrar? Cita Tarkovski: para chegar ao público tenho que me conhecer…
Talita –... é uma construção…  mas o que é um trabalho bom?
Márcio - é um trabalho que comunica... amarra as coisas e faz sentido...
T -  todo trabalho comunica...
M - ...
Claudio– e a expressão?
M – Ela vem junto. Mas para mim, não existe trabalho de arte sem a intenção…
T – eu acho tão difícil, Márcio… comunicar; expressão; mostrar intenção…
N – Mondriand tá querendo comunicar... o oxigênio é a nossa condição de vida e ele nos oxida, nos mata a cada respiração…
(e sem ela morremos, com ela prolongamos a vida...
T – compreendo o tempo a partir da natureza… tento fugir desse negócio de 2011, 2012 …
M – Por que então vc quer olhar o calendário…
……………….. O tempo está ligado à percepção…
……………………Bégson escreve: a linguagem é uma objetivação da consciência… a partir dos mesmos esquemas espaciais que costumeiramente aplicamos aos materiais…
T – o tempo existencial que regula o próprio relato ... o tempo memória...
Elias – Achei o que queria falar:
- o que está do outro lado está aqui?
O que está do outro lado é o que estou vendo, é o modelo observado. É a mesma coisa? o desenho é o mesmo que a pessoa? Não, ela é real, presente no instante da observação e ausência no desenho enquanto representação.
(acho que é isto que o Elias quis dizer)
Elias - Comecei a desenhar corpo por causa do projeto “Corpo na Arte”; desenho de observação da figura humana; não dou prosseguimento ao desenho depois que desenhei; gosto do instante da observação do real.
(Pergunto: Vc, Elias, não consegue prestar atenção ou não quer manter a atenção na fala do professor(a) ou de quem profere um discurso. Por que? Desenha porque que quer se distrair do tédio de ter que escutar alguém falar? Ou desenha por que algo na realidade visível te instiga mais do que escutar? Quando nós desenhamos, escutamos algo? Se escutássemos poderíamos apenas transcrever o que escutamos. Não precisaríamos nos esforçar para escrever textos acadêmicos. Precisamos escutar enquanto vemos e desenhamos, será este o método de escrita que precisamos inventar?)
Claudio - Por que vc se interessa pela mãos e pés dos modelos?
Elias - Não sei. No começo desenhava e depois maquiava... relevância de mulheres maquiada, sempre me pareceu uma condição falsa – maquiagem é igual a máscara.
A cor no desenho não qualifica a representação;
A cor é imaginação, é usada como liberdade de representação
A cor acontece como nas palavras ... (?)
Elias - Desenhar é fugir daquilo do que está acontecendo, é uma terapia, ...
M – Desenho, para mim, é uma ferramenta de conhecimento. Quando desenho, compreendo melhor a realidade.
T – O que vc está pensando quando desenha?
E - Às vezes estou preocupado... consigo fugir pelo desenho...
desenho pra mim é ...
M – desenho é mergulhar na gente, não é fuga
T -  Vcs desenham pra passar o tempo como passa tempo?
M – eu me desligo de uma lógica, eu me sinto vivo.
Eliana – Eu também.
T – Potencializar a existência
Eliana -  Desligar-me de um monte de coisas; entrar numa coisa prazerosa
Elias – vcs estão dizendo a mesma coisa
T – Na minha casa a marcação das horas é constante, tem a ver com as horas, com as orações... tem uma marcação...

Marcação...
Qual é o teu Ni Fe?
O desenho – o gesto que cria linha –
O envolvimento com o processo de criação -  o desenho do Elias é Hai Kai...
Talita – texto...
(Li o texto da Talita)
Céu de mar

Céu... Lugar tão infindável, azulmente tranquilo, etéreo, onde andam coisas brancas conhecidas como nuvens, onde passeiam as transparências. Dizem que é onde mora Deus; mas céu é um lugar de passagens, não de permanências, por isso é onde somente nuvens podem habitar em uma passagem continuada.
Ver a infinidade de cor azul em dias limpos e em dias que parecem noite, um acinzentado quieto domina as extremidades do céu. O que será que existe atrás desse todo celestial? E essas extremidades? Seriam tão extremas assim?
Nem sei em que pé está este azulado todo, em dias como hoje, por exemplo, gostaria de ver  alguma nuvem para me abrigar lá fora... imagino porque voam pássaro e avião lá em cima, e também porque prédios avançam para seu interior. Descobrir o fundo do céu, mas esse fundo não seria mar? Só se for assim: azul em dias claros e lácteo em dias úmidos.
Quando criança, chegando mais perto do mar, aquele mundaréu de água de cor invejada pelo céu - não deixando ser a mesma coisa, separados apenas por uma listra quase imperceptível no firmamento – pensava: será que não são a mesma coisa? Pois se cai água do céu e sobe água da água para o céu, será que são iguais, gêmeos? Mas não acredito que sejam irmãos da mesma mãe, um transparente em ar outro transparente em água.
 Porém nunca toquei o azul celeste para dizer se ele é água ou só azul. Convivem incessantemente. Me parece que um depende do outro para sua infinitude.
Estão emparelhadinhos e acredito que se tocam delicadamente.
 Com isso eu pensava, e confesso que penso até hoje: será que se eu descer até o mais profundo do oceano eu chegarei ao céu? E se eu subir até o mais profundo do céu, chegarei no fundo do mar? Será que subir ou descer resolve?

Eliana – Gostei do momento de união entre as transparências do ar e da água.
Clepsidra é o nome que se dá para um relógio que marca o tempo através da água... pensei num relógio de água e não falei.
claudio - ao coletar a água, vc está desenhando? é o mesmo que desenhar?
Tálita – Deixei a bacia virada, porque queria tirar as bacias de sua funcionalidade, daí as formigas fizeram um desenho debaixo da bacia; da convexidade da bacia.
Eliana – é difícil não falar em tempo se o ônibus é o meu ateliê. Depois percebi que tenho um ponto de observação em movimento, desenho em movimento e estático; as linhas feitas quando estou em movimento, o movimento do ônibus. Deixa o desenho mais espontâneo. O ônibus se transforma em ateliê porque interfere no desenho; quando o lugar de desenhar interfere no desenho, na expressão do desenho, quando contamina o desenho, esse lugar se transforma em ateliê.
Transcrição do texto da Eliane(a) - É difícil não falar em ‘tempo’, se o ônibus se tornou meu ateliê, incialmente por ser o único lugar onde tinha tempo para desenhar, depois comecei a perceber e dar maior importância ao fato de ter um ponto de observação em movimento está tanto no observado, quanto, no observador, quanto, no observador, além de mudar constantemente de intensidade, sempre de acordo com a parte do trajeto em que este automóvel está e quais suas condições.


















DEPOIS...
Inteligência; Pensamento; Sabedoria; Artífice
A inteligência é artífice do conhecimento e o  pensamento do  que existe em mim de...
BIBLIOGRAFIA
AGOSTINHO, Confissões. São Paulo, Martin Claret, 2005.
DELEUZE, Gilles, Proust e os signos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
PROUST, MARCEL, O Tempo Redescoberto. Rio de Janeiro: Globo, 1958
http://www.youtube.com/watch?v=MfjCMttR2Dw

Raquel Stolf ----------------------

Glossário
Escolástica - foi o método de pensamento crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias de cerca de 1100 a 1500. Não tanto uma filosofia ou uma teologia, como um método de aprendizagem, a escolástica nasceu nas escolas monásticas cristãs, de modo a conciliar a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega. Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência, e resolver contradições. A obra-prima de Tomás de Aquino, Summa Theologica é frequentemente vista como exemplo maior da escolástica.

ESCREVER CARTAS
IDENTIFICAR UM INTERLOCUTOR
IDENTIFICAR UM GRUPO DE INTERLOCUTOR - menos pessoal visando um grupo de sujeitos indeterminado;
quem escrevia... palavras polidas são os conceitos
a minha escrita mais viva é aquela que se realiza no instante mesmo da criação
o que é um texto bonito e acabado...
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Epistolar




[1] Bispo Agostinho de Hipona, África.
[2] http://www.youtube.com/watch?v=MfjCMttR2Dw

[3] http://www.youtube.com/watch?v=IEUPH1A7YkM