segunda-feira, 11 de junho de 2012

ontem, domingo teve sabadotempo/ a filosofia seria a base da conversa, felizmente foi um pouco, mas a poesia ganhou espaço no tempo. Ler e reler foi revelações sobre revelações. A cada leitura do mesmo poema de FPessoa, a cada voz, eu percebia/sentia um mundo revelando-se diante do grupo. Acho que a leitura de poemas seria um bom prosseguimento. Mas não se esqueçam do texto, afinal de contas o projeto é de texto acadêmico... a poesia como alimento vivo. Deixem o urubu voar porque quando voa é lindo de "morrer", como o Márcio disse: alimenta-se da morte, nós de poesia. A cada dia estou menos carnívoro.

Um comentário:

  1. Achei lindo o poema... muito profundo, para mim tão rasa ainda, porém cada frase ainda ecoa em mim...

    Pousa um momento
    Um só momento em mim
    Não só olhar, também o pensamento
    Que a vida tenha fim, nesse momento!
    No olhar a alma também
    Olhando-me, e eu a ver
    Tudo quanto de ti teu olhar tem
    A ver até esquecer
    Que tu és tu também

    Só tua alma! sem tu
    Só o teu pensamento
    E eu vendo, alma sem eu.
    Tudo o que sou
    Ficou com o momento
    E o momento parou.

    Fernando Pessoa "Inéditas" 1919/1935



    Realmente o mesmo poema em cada voz, se tornava outro... a mesma linha do horizonte por vários pontos de vista.

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