segunda-feira, 14 de maio de 2012
Como
é essa qualidade do tempo? Não deveria ser quando os fatos estão em sintonia?
Porque um acidente de avião é resultado do tempo qualitativo? Há em mim um medo
muito forte de não saber perceber quando algo está maduro para ser vivido. E se
eu deixar passar uma vivência que teria mudado minha vida para sempre? Na
verdade qualquer decisão, seja ela a mais simples e banal, interfere em nossa
trajetória. Como, então, saber se as escolhas são as certas, as melhores? Tenho
a impressão de que mesmo evitando, algumas vivências insistem em serem vividas,
a fim de mostrar-nos algo. Pensando assim não vale a pena ficar evitando-as.
Mas como, se não sabemos se é o melhor, se realmente as queremos. Lei da
Atração? Destino? Ou foram nossos passos anteriores que nos levaram ao
enfrentamento da escolha por determinada vivência? E como fica o tempo em relação
a tudo isso? É ele quem está regendo o ritmo dos acontecimentos? Talvez. Muito
provavelmente essa seja sua função. Acompanhar. Compreender. Pressionar.
Impulsionar. Esgotar. Encerrar. Curar. Permitir renascer. Infinitas são as
funções que criamos para esse personagem invisível.
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Me parece Natália, que conforme suas escolhas, você também vai determinando/experimentando diferentes qualidades de "tempo". Se você segue um impulso, uma lei da atração, como você diz,você poderá vivenciar uma intensificação de vida, como será esse tempo em que a vida se intensifica? Pode ser inenarrável, aí surgem figuras de linguagem, imagens que tanto estão associadas aos estados da alma como ao tempo vivenciado nesses estados especiais. o tempo parece ser o do corte com a temporalidade comum, do cotidiano e a intercessão de um tempo próprio da pulsão, Fogo, labareda, incêndio, tempestade, avalanche, corredeiras, correntes irresistíveis...são imagens tão utilizadas a tanto tempo, que hoje podem parecer banais. Mas há vivências que parecem só poder ser traduzidas por imagens impactantes. Mas também pode haver uma retração, sua, de outro, ou ainda de outra coisa qualquer. Como será a percepção do tempo, num "contra-tempo", numa repulsão inesperada, num recusa alheia, numa recusa própria? Um tempo que se nega à experimentação, ou um tempo que se abre à experimentação de coisas as quais se arrepente de experimentar. O arrependimento possibilita uma percepção de tempo, o prazer outra, a euforia, a decepção, a vontade, a necessidade, o medo...acho que cada uma dessas condições experienciais ricas em emoção, tingidas por sentimentos, conceitos e pré-conceitos nos leva a ter uma certa qualidade de percepçãp temporal.
ResponderExcluirCom qual Natalia estou conversando?
ResponderExcluirE depois do tempo experimentado, vem o tempo rememorado, logo após a experiência, como um tempo a refletir sobre o outro "tempo", e em outros momentos esse "tempo" pode ser relembrado, novamente refletido. Outros "gostos" vão surgindo, a saudade, a vontade de viver tudo de novo, a melancolia de estar num tempo de reflexão e não de ação, mas que também tem suas especificidades, que pode ter toda uma espessura, uma riqueza, uma intensidade. Diferentes intensidades.
ResponderExcluirO ANTIGO MAR VERMELHO
ResponderExcluirQuando tu vens ao meu encontro
sorrindo
Rosa precipitada
antigo mar vermelho
meu coração
abre-se
Ana Hatherly