quinta-feira, 10 de maio de 2012

Diário tempo - Quinta-feira

No encontramos nos sábados, em meio a tarde, geralmente as 14h30min o dia já andou um pouco, o sol já mudou de lugar o dia caminha para o final a tarde envelhece perto do dia que anoitece, e fora da sala mística, floresce e escurece, o tempo tece a vida...

“Somos artífices do espaço do mundo ao redor do tempo”
Essa frase me fez pensar por muito... tempo...
 Achei belíssima...

 A senti como uma espécie de vento norteador, que levou meu pensamento a regiões como: Existir, fazer, estar inserido em um espaço mundo, e o tempo.

Tá sei que tudo isso é pensável... mas acredito que nós como artistas, pesquisadores,professores,temos uma espécie de responsabilidade como: artífices do espaço do mundo.
Estar inserido em um espaço mundo é onde todos estão e como artífices desse lugar?

A percepção do que está ao nosso redor, e nossa ação dentro dela acaba sendo o que todos tentamos fazer: Existir?
Como disse o Cláudio, todos somos “desenhadores”, também gostei desse termo, mais que desenhistas, cada um de uma forma: caminha, rema, risca, filma...

Hoje pensei no trabalho de cada um, pensando em tempo imaginei o que cada um possa estar fazendo neste momento, será que Marcio esta a frente de algum arvoredo, e Elias usa as mãos para que? Será que Eliane está dentro do ônibus? E a Natália vestiu uma blusa vermelha hoje?e a Carol... olha dentro de algum armário ou está em cima de alguma arvore? Eu neste exato momento estou olhando um resto de luz que invade a janela de meu quarto e toca o espelho e volta a um pequeno vazo de flores mortas que eu fiz, paralelamente, escrevo e penso no “tempo postal”, que será nosso próximo desafio, escrever uma carta para um amigo pensando no tempo e no trabalho.

Marcando o hoje, refletindo e vivenciado o tempo presente, coloco um trecho de um texto da escritora Cearense Ana Miranda, chamado: A permanência das coisas, publicado  em 2003 na revista Caros amigos N° 80:

“As flores que nascem no meu jardim não fazem referencia a flores anteriores ou melhores: elas são pelo que são, existem hoje com Deus, diria um padre. São novos passarinhos que cantam nas arvores? Novas crianças que cruzam sozinhas a praça do Carmo, ou as mesmas crianças de sempre? Novas palavras que escrevemos, ou as mesmas palavras de antigamente?Quando nos esquecemos de alguém passar é o esquecimento? Relendo o que escrevi nesta revista, senti que algo ficou do que eu quis dizer, talvez pouco, Mas do que vivi, tudo ficou em mim. Tudo fica em nós. As palavras eternizam a impermanência, sabemos que o dia passará, mas que o sol vai ressurgir. Tudo é tudo foi, flor de percepção uma flor escura rara. Uma serra desenhada no horizonte guarda a ideia da mais lenta evolução. Depois que subi essa serra entendi alguns seres que se demoram a viver, pensam antes de responder.hesitam antes de decidir, eles tem em seu coração a permanência do instante.


 

5 comentários:

  1. gostei do texto talita, dos dois, do seu e da ana miranda,
    “Somos artífices do espaço do mundo ao redor do tempo” - isso me faz pensar, muito

    ResponderExcluir
  2. Isto pode servir a todos nós: quando escrevemos deveríamos aproximar a pena da fala, a escrita da oralidade. Não precisamos ser só descritivos, mas não devemos achar que a escrita é mais chic do q fala. Poesia é música contida na palavra simples, falada. Escrever pode ser o modo da fala envelhecerrrrr. Entenderam? eu não, mas... depois tento dizer mais... bjoatodos

    ResponderExcluir
  3. isto pode ser vir a todos nós: quando escrevemos, deveríamos aproximar a pena da fala ou a escrita da conversa. Não precisamos ser só descritivos, mas não devemos achar que a escrita é mais chic do que a fala. Falar com a palavra escrita é igual ou semelhante (ou sei lá) a desenhar com o olho que faz linhas, não é mesmo Eli_nhas?

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir