No encontramos nos sábados, em meio a tarde, geralmente as 14h30min
o dia já andou um pouco, o sol já mudou de lugar o dia caminha para o final a
tarde envelhece perto do dia que anoitece, e fora da sala mística, floresce e escurece,
o tempo tece a vida...
“Somos artífices do espaço do mundo ao redor do tempo”
Essa frase me fez pensar por muito... tempo...
Achei belíssima...
A senti como uma espécie
de vento norteador, que levou meu pensamento a regiões como: Existir, fazer,
estar inserido em um espaço mundo, e o tempo.
Tá sei que tudo isso é pensável... mas acredito que nós como artistas,
pesquisadores,professores,temos uma espécie de responsabilidade como: artífices
do espaço do mundo.
Estar inserido em um espaço mundo é onde todos estão e como
artífices desse lugar?
A percepção do que está ao nosso redor, e nossa ação dentro dela
acaba sendo o que todos tentamos fazer: Existir?
Como disse o Cláudio, todos somos “desenhadores”, também gostei
desse termo, mais que desenhistas, cada um de uma forma: caminha, rema, risca,
filma...
Hoje pensei no trabalho de cada um, pensando em tempo imaginei o
que cada um possa estar fazendo neste momento, será que Marcio esta a frente de
algum arvoredo, e Elias usa as mãos para que? Será que Eliane está dentro do ônibus?
E a Natália vestiu uma blusa vermelha hoje?e a Carol... olha dentro de algum
armário ou está em cima de alguma arvore? Eu neste exato momento estou olhando
um resto de luz que invade a janela de meu quarto e toca o espelho e volta a um
pequeno vazo de flores mortas que eu fiz, paralelamente, escrevo e penso no “tempo
postal”, que será nosso próximo desafio, escrever uma carta para um amigo
pensando no tempo e no trabalho.
Marcando o hoje, refletindo e vivenciado o tempo presente,
coloco um trecho de um texto da escritora Cearense Ana Miranda, chamado: A
permanência das coisas, publicado em
2003 na revista Caros amigos N° 80:
“As flores que nascem no meu jardim não fazem referencia a flores
anteriores ou melhores: elas são pelo que são, existem hoje com Deus, diria um
padre. São novos passarinhos que cantam nas arvores? Novas crianças que cruzam
sozinhas a praça do Carmo, ou as mesmas crianças de sempre? Novas palavras que
escrevemos, ou as mesmas palavras de antigamente?Quando nos esquecemos de alguém
passar é o esquecimento? Relendo o que escrevi nesta revista, senti que algo
ficou do que eu quis dizer, talvez pouco, Mas do que vivi, tudo ficou em mim.
Tudo fica em nós. As palavras eternizam a impermanência, sabemos que o dia
passará, mas que o sol vai ressurgir. Tudo é tudo foi, flor de percepção uma
flor escura rara. Uma serra desenhada no horizonte guarda a ideia da mais lenta
evolução. Depois que subi essa serra entendi alguns seres que se demoram a
viver, pensam antes de responder.hesitam antes de decidir, eles tem em seu
coração a permanência do instante.
gostei do texto talita, dos dois, do seu e da ana miranda,
ResponderExcluir“Somos artífices do espaço do mundo ao redor do tempo” - isso me faz pensar, muito
Isto pode servir a todos nós: quando escrevemos deveríamos aproximar a pena da fala, a escrita da oralidade. Não precisamos ser só descritivos, mas não devemos achar que a escrita é mais chic do q fala. Poesia é música contida na palavra simples, falada. Escrever pode ser o modo da fala envelhecerrrrr. Entenderam? eu não, mas... depois tento dizer mais... bjoatodos
ResponderExcluiristo pode ser vir a todos nós: quando escrevemos, deveríamos aproximar a pena da fala ou a escrita da conversa. Não precisamos ser só descritivos, mas não devemos achar que a escrita é mais chic do que a fala. Falar com a palavra escrita é igual ou semelhante (ou sei lá) a desenhar com o olho que faz linhas, não é mesmo Eli_nhas?
ResponderExcluirtentei...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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