terça-feira, 8 de maio de 2012

As experiências de leituras nos dias 7 e 8 de maio de 2012

A partir da minha experiência de leitura do capítulo "A origem da nossa ideia de tempo", do livro "O que é tempo?" de G. J. Whitrow (1912-2000)

  • Podemos começar a pensar no/sobre Tempo a partir da aurora (parnasiana?), a dos dedos rosas (dedirrósea ou dedirósea?) até o "solpoente" para termos a consciência de tempo de um dia? 
  • pergunto e procuro resposta na leitura:
De acordo com "a periodicidade do mundo natural, o homem também sente o tempo na periodicidade da própria vida." (p.19) Sente também na periodicidade da resistência física de um corpo em posição atenta enquanto o sujeito desenha de observação uma paisagem? Isto foi dito em uma de nossos encontros.

  • Podemos também iniciar um pensamento a partir das "principais transições da natureza" como acontecimentos repentinos e dramáticos? 
  • Pergunto e procuro respostas em meu próprio pensamento:
Posso iniciar um pensamento de acordo  com a transição da experiência individual de um artista que passa horas, meses, anos, décadas no mundo privado de seu ateliê, e, ultrapassando esse período, segue a caminho da universidade para se relacionar com a  pesquisa e a criação artísticas, coletivamente?
Estes questionamentos podem ser um princípio de contagem de tempo ou de percepção de tempo? escrevendo isto, pensei: qual a diferença entre contar o tempo e perceber o tempo? Percepção, para mim, não é a sensação que tenho do mundo real a minha volta, mas um modo de pensar racional e intelectualmente a partir dos cinco sentidos; é uma maneira de refletir sobre as experiências de vida, artísticas, de ensino e de pesquisa etc.








Enquanto leio o livro, olho para a minha mesa de trabalho do quartoateliê e vejo um papel transparente sendo iluminado pelo solnascente, enquanto os dedos rosas da Aurora entram pela janela desse quartoateliê... nesse exato instante, paro de ler para registrar em vídeo essa luz que deixa a transparência do papel ainda mais luminosa... paro de escrever o texto acima, deixo as perguntas sobre o tempo de lado ,e edito, e publico o vídeo. Enquanto o upload não termina, prossigo com os questionamentos sobre o tempo e penso em categorias de tempo: tempo mágico, científico, pessoal, artístico, filosófico, cultural e pergunto: Essas categorias podem ser pensadas e sentidas? Só não sei o modo mais apropriado e claro para sugerir a vocês que pensem nelas. Podemos pensar ainda pela representação geométrica cíclica e linear do tempo? O livro referido aponta para a visão de tempo linear como sendo uma visão cristã e promovida pela classe mercantil e pela ascensão de uma economia monetarista." (p. 25) Depois do século XVI, "os relógios públicos das cidades italianas batiam as 24 horas do dia. Os homens começavam a acreditar que 'tempo é dinheiro' e que deviam tentar usá-lo de forma econômica."(p. 25)
Esta é uma concepção de tempo voltada à cultura moderna. Mas as concepções surgem de modos variados e segundo as épocas, os assuntos e manifestações culturais, artísticas, religiosas etc. Nas artes plásticas, por exemplo, a mudança de concepção de tempo ocorreu a partir (do final da Idade Média e na Resnascença) da mudança da pintura a secco que substituiu a pintura a fresco. O longo aprendizado dos alunos antes de se tornarem hábeis na pintura a fresco não podia ser mantido quando as mudanças e pressões sociais estimulavam o desejo de velocidade." (p. 25)

Publiquei estas impressões para mostrar como tenho feito as minhas anotações de leituras ultimamente.  Desculpem-me alguns erros ortográficos, publiquei sem enviar para a minha professora de gramática... 
Até sábado.
Claudio Luiz Garcia

2 comentários:

  1. quando encontro me a frente tentando perceber o que é tão sutil, causa me inquietação,
    inquietação própria, minha,
    compulsão

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  2. compulsão e inquietação estão interagindo em todos nós? não sei...às vezes acho que sim. O conceito de tempo é sutil, mas tem a idade de nossa cultura; a cada dia que tentamos nos aproximar dele, escapa...

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