marca d’água para Walter Benjamin
o tempo estanca
verte da pedra
veios de leite
clara fonte
da fronte à tez
em lisuras de
pérola
a fôrma em nacar
aquilo que se sabe
logo não mais se terá diante de si
torna-se imagem
o sono que trai
a tarde
a paisagem à janela
já é velocidade
fronteiras
todas em movimento
até a memória
é passageira
sem ninguém a
confirmar testemunho
ela retorna
e quando
qualquer registro
a impossibilita
ela se revela
íntegra
impulso
involuntário
e o fragmento
vale pelo todo
Minhas reflexões sobre o tempo e a poética e tentativas de escrever objetivamente esses pensamentos, têm me frustrado. Escrita objetiva, persona neutra, eu professoral. Optei então por postar essas reflexões para vocês, nessa forma mais autoral, através desse eu, pseudo-artístico, que não deixa de ser também diversas personas, contraditórias. Me desculpem por sair isso tudo em versos, mas é como estou conseguindo condensar a ambiguidade que se apresenta, para mim, quando penso nesse o assunto. Tempo, poética.
ResponderExcluirMarcos, dizer algo sobre isto tudo leva tempo. Agora li e gostei e impacted pronto Claudio
ResponderExcluirEu estou adorando que venham assim, em versos.
ResponderExcluirpostei um também como comentário ao Blanchot, "o encontro com o imaginário"
ResponderExcluirótimo que venham assim, é um preciso um tempo maior e mais de uma leitura pra tentar absorver o que está escrito, e as vezes não vem
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